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Radiologia

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Este serviço consiste na elaboração do projeto que determina as blindagens que deverão ser aplicadas nas diversas barreiras de proteção (paredes, portas, visores) em uma sala/ambiente que possuirá equipamentos emissores de radiação (radiologia, radioterapia e medicina nuclear) ou conterá radionuclídeos (medicina nuclear). Além de atender uma exigência das normas vigentes, o CB por ser realizado por um físico especialista, minimizará os gastos com material de blindagem (seja chumbo e/ou barita) pois os cálculos são realizados de maneira otimizada.Sendo assim a blindagem calculada será perfeitamente adequada para cada região/área a ser protegida, desta forma nenhuma barreira ficará com blindagem ineficiente e nem tão pouco onerosa para o empreendedor. Em radiologia, quando se tem uma sala/ambiente já construída com blindagens aplicadas, porém sem o projeto prévio de CB, ou seja, blindagens desconhecidas formalmente, o cálculo de blindagem a posteriori será útil para uma possível adequação com respeito à radioproteção. Por exemplo, se houver alguma não conformidade apontada no teste de Levantamento Radiométrico.

O Controle de Qualidade (CQ) em radiodiagnóstico, além de ser uma exigência legal, tem por objetivo avaliar um equipamento radiológico com respeito ao seu desempenho. Nos diversos conjuntos de testes realizados, verifica-se e constata-se se o equipamento radiológico, seja ele raios X fixo, raios X móvel, mamografia, tomografia computadorizada, arco cirúrgico (Arco-C), dentre outros, atende ao critérios de qualidade preconizados em norma vigente, Portaria n° 453/98, ou outra que vier a substituí-la. Com base no que for apresentado no relatório de CQ serão tomadas as ações corretivas, as quais deverão ser  realizadas por um serviço especializado de engenharia/manuteção de equipamentos radiológicos.

O LR tem por objetivo primário avaliar as blindagens/barreiras de proteção das salas de exames que possuem equipamentos emissores de radiação ionizante. Avaliando se os níveis de dose equivalente a que estão expostos os trabalhadores e o público, em geral, estão de acordo com as restrições estabelecidas na legislação. A partir dos resultados pode-se garantir, sob o ponto de vista de Proteção Radiológica, a segurança da sala em que o equipamento está instalado, assim como de suas circunvizinhanças.

Para tal, utiliza-se um instrumento de medição apropriado de acordo com a qualidade e quantidade de radiação emitida durante os ensaios.
Na radiologia, o instrumento apropriado é a câmara de ionização de grande volume, pois esta possui adequada sensibilidade temporal e espacial. Para este tipo de análise, a saber, Levantamento Radiométrico, não é recomendado se utilizar contadores Geiger Müller e detectores Victoreen Modelo 450B e 450P (ou modelos novos similares). Em especial, os detectores Victoreen possuem um tempo de resposta à radiação muito elevado (aproximadamente 5 segundos), se comparado aos tempos de exposição utilizados na radiologia (aproximadamente 1 segundo), portanto os resultados não são confiáveis nesta modalidade.
Em radiologia, o LR deve ser realizado por um Especialista em Física do Radiodiagnóstico. [Portaria n° 453/98 – 3.9 (c) (ii)]
Este teste tem validade de 4 anos desde a realização do último levantamento, exceto se houver modificações na sala, carga de trabalho ou ocupação/características das salas adjacentes.

De acordo com a Portaria 453:
“3.9 c) ii)  O relatório de levantamento radiométrico, deve ser emitido por um especialista em física de  radiodiagnóstico (ou certificação equivalente), comprovando a conformidade com  os níveis de restrição de dose estabelecidos neste Regulamento, como um dos relatórios de aceitação da instalação que devem estar contidos no memorial descritivo;
3.13 Um novo  relatório de levantamento radiométrico deve ser providenciado:
a)  Após a realização das modificações autorizadas.
b)  Quando ocorrer mudança na carga de trabalho semanal ou na característica ou ocupação  das áreas circunvizinhas.
c) Quando decorrer  4 anos desde a realização do último levantamento.
ASSENTAMENTOS
3.51  O responsável legal pelo serviço deve manter um sistema de assentamento de dados,  conforme discriminado neste Regulamento, sobre os procedimentos radiológicos realizados,  sistema de garantia da qualidade, controle ocupacional implantado e treinamentos  realizados.
c) Os assentamentos  de levantamentos radiométricos devem incluir:
(i)  croquis da instalação e vizinhanças, com o leiaute apresentando o equipamento  de raios-x e o painel de controle, indicando a natureza e a ocupação das salas  adjacentes;
(ii) identificação do equipamento  de raios-x (fabricante, modelo, numero de série);
(iii)  descrição da instrumentação utilizada e da calibração;
(iv)  descrição dos fatores de operação utilizados no levantamento (mA, tempo, kVp,  direção do feixe, tamanho de campo, fantoma, entre outros);
(v)  carga de trabalho máxima estimada e os fatores de uso relativos às direções do  feixe primário;
(vi) leituras realizadas  em pontos dentro e fora da área controlada, considerando as localizações dos receptores  de imagem. As barreiras primárias devem ser avaliadas sem fantoma. Os pontos devem  estar assinalados no croquis;
(vii) estimativa  dos equivalentes de dose ambiente semanais (ou anuais) nos pontos de medida, considerando  os fatores de uso (U), de ocupação (T) e carga de trabalho (W) aplicáveis;
(viii)  conclusões e recomendações aplicáveis;
(ix)  data, nome, qualificação e assinatura do responsável pelo levantamento radiométrico.
3.60  Os instrumentos para medição de níveis de radiação em levantamentos radiométricos  e dosimetria de feixe devem ser calibrados a cada 2 anos em laboratórios credenciados,  rastreados à rede nacional ou internacional de metrologia das radiações ionizantes,  nas qualidades de feixes de raios-x diagnósticos.
5.11  Proteção do público
a) O titular deve  demonstrar através de levantamento radiométrico que os níveis de radiação produzidos  atendem aos requisitos de restrição de dose estabelecidos neste Regulamento.”

O Treinamento em Radioproteção tem por objetivo rever e consolidar os principais fundamentos relacionados à proteção radiológica no âmbito da radiologia diagnóstica.O público alvo deste treinamento é todo indivíduo ocupacionalmente exposto (IOE) de um serviço de radiologia, seja ele técnico em radiologia, técnico em enfermagem, enfermeiro ou médico.Nos nossos treinamentos são abordados principalmente os seguintes temas: Tipos e fontes de radiações ionizantes natural e artificial, radiação de fundo, exposição externa, contaminação, mitos (mentiras) sobre as radiações, princípios gerais de proteção radiológica,  níveis de referência, limites de dose para trabalhador, programa de monitoração individual, utilização do dosímetro pessoal, gravidez na radiologia, classificação das áreas na radiologia, tipos de dosimetria pessoal, radioproteção para pacientes e acompanhantes, utilização das vestimentas de proteção individual (VPI). Também é abordado o tema Radiobiologia, que estuda os efeitos biológicos das radiações ionizantes:  Propriedades das células, reprodução celular, células malignas tumorais, radicais livres, radiólise da água, danos ao DNA, câncer radioinduzido, reparo das lesões no DNA, efeitos das radiações ionizantes somáticos e hereditários, efeitos determinísticos e estocásticos.

Uma das atividades da Pró-Sigma é orientar e auxiliar os clientes com respeito às pendências junto às Vigilâncias Sanitária Estadual e Municipal, também no processo de obtenção do Laudo de Aprovação em Radioproteção emitido pelo LCR/UERJ (somente no estado do RJ). Em ambos os casos a maioria das pendências/exigências a serem cumpridas com respeito a radioproteção solicitadas por estes órgãos são sanadas pela Pró-Sigma, tais como Controle de Qualidade dos equipamentos radiológicos, Cálculos de Blindagem, Levantamentos Radiométricos, Treinamento em Radioproteção, Sinalizações e Avisos de Radioproteção, dentre outras. As exigências que não forem nossa responsabilidade direta, orientaremos aos Serviços um meio legal de como conseguir saná-las. Desta forma o cliente poupa tempo, dinheiro e paciência para investir em outras áreas dentro do seu Serviço.

Este documento descreve o compromisso do Serviço de Radiologia com a radioproteção e deve ficar sempre à disposição e com fácil acesso a quaisquer órgãos fiscalizadores. O Memorial Descritivo de Proteção Radiológica deve possuir uma característica dinâmica, pois é corrigido sempre que há uma nova alteração na estrutura do serviço de radiodiagnóstico. A estruturação deste documento pode ser encontrada na Portaria n° 453/98. Aos órgãos de inspeção do trabalho sugere-se adotar este Memorial Descritivo de Proteção Radiológica como o documento equivalente ao PPR (Plano de Proteção Radiológica), uma vez que ambos têm o mesmo objetivo, orientar as melhores práticas e à proteção radiológica de trabalhadores e indivíduos do público.

Radiação de Fuga
O teste de Radiação de Fuga avalia o sistema de encapsulamento do tubo de raios X. Neste teste pode-se descobrir se há algum tipo de falha ou avaria nas blindagens de proteção do cabeçote. Os resultados obtidos são comparados com os valores explicitados na Portaria 453/98, como segue abaixo:
Definição da Portaria: Radiação de fuga – Radiação que consegue atravessar o cabeçote e/ou sistema de colimação, não pertencente ao feixe primário.
Item 4.13 (b)
b) Blindagem no cabeçote de modo a garantir um nível mínimo de radiação de fuga, restringida a uma taxa de kerma no ar de 1 mGy/h a um metro do ponto focal, quando operado em condições de ensaio de fuga. Este mesmo requisito se aplica à radiação de fuga através do sistema de colimação.